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30/11/2017
Já assistimos! Confira crítica de “Assassinato no Expresso do Oriente”
Filme estreia nesta quinta-feira (30/11)

Quando se pensa em histórias de assassinatos, é impossível não pensar em Agatha Christie. Precursora do gênero, a escritora não influenciou apenas gerações seguintes de escritores como Stephen King, mas também a narrativa cinematográfica de diversos filmes de investigações. Em qualquer curta, média ou longa-metragem, o estilo “whodunit” (a famosa estratégia do “quem matou?”) de narração e investigação é uma influência direta e palpável dela.

Bem conhecido por gerações de leitores do mundo todo, “Assassinato no Expresso do Oriente” ganhou sua terceira adaptação para as grandes telas, desta vez pelas mãos do diretor e roteirista irlandês Kenneth Branagh, conhecido pelo seu papeldeGilderoyLockhart. Interpretando o querido detetive Hercule Poirot, ele se junta a um elenco cheio de estrelas:Judi DenchWillem Dafoe,  Penélope CruzMichelle Pfeiffer, o controverso Johnny Depp e Daisy Ridley, a agradável surpresa de Hollywood. 

Sabendo que quem traz lucro ao cinema hoje em dia são os jovens criados com filmes de Michael Bay e Steven Spielberg, a saída tomada por Kenneth é rejuvenescer a trama e o personagem principal, adicionando romance e cenas de ação à narrativa. Poirot é representado como alguém meticuloso e observador, inteligente e sensível e, acima de tudo, cansado.  Todavia, na metade do filme, logo quando se põe a interrogar os passageiros do trem, uma chance sensacional de dar profundidade aos outros personagens não é aproveitada. Não há diálogo suficiente para que eles sejam vistos como suspeitos de um assassinato e não apenas personagens secundários.

Muitas vezes detalhes cruciais e o ritmo da narrativa da obra original são sacrificados em nome do ritmo dos filmes de Hollywood e, com Agatha Christie, uma vez que isto é perdido, não há direção de fotografia e elenco brilhante que prenda a atenção do espectador.Com o elenco de peso selecionado para os papeis, era esperado que o filme entregasse o melhor que um longa de mistério e investigação pudesse entregar: uma trama em que o espectador não percebe que está sentado na cadeira do cinema e se sente instigado a desvendar os mistérios de um assassinato junto com um detetive dos anos 1930.

A fotografia do filme é incrível, com direito a uma representação da Santa Ceia nas cenas finais do filme. A caracterização dos personagens é maravilhosa e, sinceramente, quem viu Poirot e Ratchett comer o bolo de amêndoas no início do filme, ficou com água na boca. Uma adaptação boa que diverte, mas não agrada completamente fãs da escritora.





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